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ACCEPT
A LONGA ESPERA EM VER OS ALEMÃES PELA PRIMEIRA VALEU À PENA

(Carioca Club, São Paulo, 15/05/2011)

Renan Marchesini

No dia 15 de maio São Paulo foi agraciada com uma bela chuva e, na mesma data, a televisão transmitia a final do campeonato paulista. Resumindo: era o dia perfeito para se ficar em casa. Para pouco mais de duas mil pessoas foi o dia de tirar as jaquetas e os coletes do armário, pois o Accept faria sua primeira apresentação no Brasil.

O conjunto alemão é formado por Mark Tornillo (vocalista, ex-T.T.Quick), Wolf Hoffmann (guitarra), Peter Baltes (baixo), Stefan Schwarzmann (baterista) e por Herman Frank, que não tocou no Brasil pois se acidentou em um show no Texas. A banda veio ao País para divulgar seu mais recente trabalho Blood Of The Nations, que agradou muito aos fãs mesmo sem contar com o vocalista clássico Udo Dirkschneider.

O show do Accept era aguardado por bangers de todas as idades. Mas, o que se viu foi um Carioca Club dominado por pessoas que aparentavam ter mais de 40 anos. Afinal, foi uma espera de mais de 25 anos. Às 20h30 as luzes se apagaram e a ansiedade tomou conta do local. O "quarteto" tomou conta do palco e trouxe o lugar abaixo com a recente "Teutonic Terror". Sem dizer nada, a banda seguiu para a nova, porém já clássica, "Bucket Full Of Hate".

Em seguida, o carequinha Hoffman começou a rasgar o riff de "Starlight". Para muitos ali foi a hora da verdade: afinal, como ficariam as músicas clássicas do Accept cantadas por outro vocalista que não fosse Udo? A resposta veio com a receptividade do público, que cantou a plenos pulmões o refrão da canção. Após essa música algumas pessoas mais saudosas que se recusavam a aceitar Mark na banda literalmente calaram a boca. Tornillo fez todos os presentes esquecerem quem era o antigo vocalista, tanto pelo carisma e atitude quanto pela voz.

Isso foi novamente comprovado com as clássicas "Breaker", "Metal Heart", "Princess Of The Down" e "Up To The Limit". Para finalizar a primeira parte do show, a agitada "No Shelter". Enquanto o grupo saía do palco, o público começou a entoar o famoso coro de "Hei-di-Hi-do ha-da", que precede uma das primeiras músicas de speed metal da história. Para o bis, o conjunto tocou a furiosa "Fast As A Shark", seguida da nova "Pandemic". Sem dar tempo para respirar, emendaram "Balls To The Wall".

A noite com certeza foi de Mark Tornillo, que agradou muito e tirou toda e qualquer dúvida sobre a substituição de Udo. A noite pode ter sido do vocalista, mas o ano continua sendo do Accept.

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