Matérias / Entrevistas

PAIN OF SALVATION
FAZ SHOW SINGULAR

(Carioca Club, São Paulo, 05/06/2011)

Marcos Franke

Uma banda singular porque tem um vocalista excêntrico ou um grupo excêntrico porque tem um vocalista singular? Essa é uma pergunta que cabe para tentar identificar o enigma que corre por trás do Pain Of Salvation. Os fãs tiveram oportunidade de tentar decifrar esse dilema na noite de 5 de junho, no Carioca Club, que estava com um bom público para prestigiar o conjunto que teve a sua última visita na capital paulistana em 2005.

A apresentação começou com a introdução "Remedy Lane", do álbum homônimo de 2002. O Pain Of Salvation entrou no palco com uma formação um pouco diferente da já citada passagem em 2005. Os novos integrantes Leo Margarit (bateria) e Per Schelander (baixista) foram extremamente competentes e se juntaram aos já veteranos Frederik Hermansson (teclado), Johan Hallgren (guitarra/vocal) e o performático, carismático, excêntrico, empolgado e talentoso Daniel Gildenlöw (vocal e guitarra).

O show abrangeu toda a carreira da banda, com um repertório que passou por todos os sete álbuns sem exceção e com direito a muitas surpresas para os fãs. A primeira delas chegou de maneira inusitada logo na música "América": a corda da guitarra de Daniel estourou - fato esse que ocorreu mais duas vezes ao longo do show - e pegou o vocalista de surpresa.

Ao final de "Nightmist", última música tocada pela banda, os músicos do Pain Of Salvation resolveram fazer uma surpresa para o aniversariante da noite Daniel Gildenlöw, que completou naquela noite 38 anos de idade. Os integrantes pararam a música e puxaram um "Happy Birthday" que foi prontamente atendido pelo o público. Com direito a um bolo e a assopro das velinhas, Gildenlöw ficou surpreso com esse presente que, com certeza, ficará na memória dele.

Em resumo, os fãs cantaram praticamente todas as músicas em uníssono e a sensação que o público teve ao sair do Carioca Club foi de que o Pain Of Salvation é uma banda singular, porque possui um vocalista singular que exige que o grupo seja excêntrico como ele e que sabe como montar um repertório realmente inusitado. Quem ganha com tudo isso é o público que, por conseqüência, precisa ser singular e excêntrico para acompanhar o conjunto. Na verdade, o que banda e público concluíram é que o show foi excêntrico e singular. Let's Disco!

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